{"id":798,"date":"2018-11-27T14:00:02","date_gmt":"2018-11-27T16:00:02","guid":{"rendered":"http:\/\/educacaocientifica.com\/?p=798"},"modified":"2023-02-05T17:33:27","modified_gmt":"2023-02-05T20:33:27","slug":"avaliacoes-parte-iv-tri-teoria-de-resposta-ao-item-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/avaliacoes-parte-iv-tri-teoria-de-resposta-ao-item-i\/","title":{"rendered":"AVALIA\u00c7\u00d5ES PARTE V: TRI &#8211; TEORIA DE RESPOSTA AO ITEM I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ol\u00e1, pessoal. Em <a href=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/avaliacoes-parte-iii-tct-teoria-classica-dos-testes-ii\/\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>publica\u00e7\u00f5es anteriores<\/strong> <\/span><\/a>eu falei um pouco sobre a Teoria Cl\u00e1ssica dos Testes (TCT) com o intuito de dar uma vis\u00e3o geral sobre o funcionamento dessa poderosa ferramenta estat\u00edstica e como ela pode ser usada para interpretar testes e avalia\u00e7\u00f5es de modo eficiente. Dando continuidade ao tema, como prometido, hoje pretendo falar um pouco sobre a TRI \u2013 Teria de Resposta ao Item.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como na TCT, pretendo fazer aqui uma an\u00e1lise mais anal\u00edtica poss\u00edvel (para que possam compreender a ferramenta e como us\u00e1-la) sem adentrar muito no preciosismo matem\u00e1tico para evitar que o texto fique muito t\u00e9cnico. Caso queiram se aprofundar mais na complexidade matem\u00e1tica da coisa vou deixar no final do texto as refer\u00eancias que usei linkadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo geral, a TRI, segundo alguns autores, \u00e9 um conjunto de ferramentas e modelos matem\u00e1ticos que visa mensurar vari\u00e1veis latentes como a intelig\u00eancia ou grau de profici\u00eancia em determinada \u00e1rea do conhecimento a partir de uma an\u00e1lise individual de cada item do teste atrav\u00e9s de uma medi\u00e7\u00e3o indireta. Ela surgiu em meados da d\u00e9cada de 1950 para sanar alguns problemas apresentados pela TCT, mas se popularizou a partir da d\u00e9cada de 1980, com o avan\u00e7o da computa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de softwares apropriados para lidar com a complexidade matem\u00e1tica envolvida na estima\u00e7\u00e3o de seus par\u00e2metros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As principais cr\u00edticas \u00e0 TCT envolvem 3 fatores: a) A an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o dos itens est\u00e1 relacionada a prova como um todo, assim o a qualidade discriminante do item e seu \u00edndice de dificuldade dependem do desempenho dos alunos no teste de modo geral, b) o resultado \u00e9 expresso por um escore bruto (acertos vs erros), ou seja, dois alunos que acertaram 4 quest\u00f5es em um teste com 10 quest\u00f5es teriam, teoricamente, a mesma nota, independentemente de quais seriam as quest\u00f5es, sua dificuldade individual e fator de discrimina\u00e7\u00e3o. E c) A nota dos alunos s\u00f3 pode ser comparada com a de outros que fizeram exatamente o mesmo teste, ou seja, cada teste cria uma escala de escore pr\u00f3pria. Assim, alunos sujeitos a testes diferentes n\u00e3o podem ser comparados entre si, de modo que, em avalia\u00e7\u00f5es diferentes, \u00e9 poss\u00edvel ter provas com dificuldades diferentes. Se pensar nisso para uma avalia\u00e7\u00e3o nacional anual (como o ENEM) podemos imaginar uma s\u00e9rie de problemas, como estudantes entrando com recursos porque no ano deles a prova (ENEM) foi mais dif\u00edcil que no ano anterior ou seguinte.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-799 aligncenter\" src=\"https:\/\/educacaocientificablog.files.wordpress.com\/2018\/11\/tct_tri.jpg\" alt=\"TCT_TRI\" width=\"521\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tct_tri.jpg 1004w, https:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tct_tri-300x269.jpg 300w, https:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tct_tri-768x688.jpg 768w, https:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tct_tri-685x613.jpg 685w\" sizes=\"(max-width: 521px) 100vw, 521px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A TRI, como \u00e9 constru\u00edda e utilizada, busca resolver principalmente esses problemas uma vez que a) cada item \u00e9 interpretado unicamente, assim sua dificuldade e discrimina\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende de nenhum outro item ou teste geral, permitindo inclusive a cria\u00e7\u00e3o de um banco de itens individuais. B) O resultado\/profici\u00eancia do respondente \u00e9 baseado em um modelo estat\u00edstico que discrimina item a item a partir de seus par\u00e2metros, assim dois alunos que acertaram 6 itens em um teste com 10 quest\u00f5es, n\u00e3o necessariamente ter\u00e3o a mesma nota, uma vez que cada item avalia uma habilidade, conhecimento e tem sua pr\u00f3pria dificuldade e fator latente. E c) os itens s\u00e3o calibrados para uma escala comum de modo que \u00e9 poss\u00edvel garantir (com certa razoabilidade) uma const\u00e2ncia no n\u00edvel de dificuldades e nas habilidades latentes avaliadas em diferentes provas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por estes motivos, a TRI \u00e9 usada amplamente ao redor do mundo e tem vasta literatura da Psicometria acerca de suas bases matem\u00e1ticas (sugest\u00f5es no fim). Os principais testes que fazem uso da TRI s\u00e3o os internacionais TOEFL (o Test of English as a Foreign Language) e PISA (Programme for International Student Assessment), e os brasileiros SAEB (Sistema Nacional de Ensino B\u00e1sico), ENCEJA (Exame Nacional para Certifica\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancias de Jovens e Adultos), SAERSP (o Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o de Rendimento Escolar do Estado de S\u00e3o Paulo) e o ENEM (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bom, mas como funciona a TRI? A primeira coisa que precisamos saber sobre ela s\u00e3o os dois pressupostos da vers\u00e3o que vamos tratar aqui, que s\u00e3o a <strong>unidimensionalidade<\/strong> e a <strong>independ\u00eancia local<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>unidimensionalidade<\/strong> \u00e9 a ideia de que apenas UMA habilidade \u00e9 avaliada nos itens da prova. \u00c9 claro que h\u00e1 diversas habilidades que afetam o desempenho do respondente (capacidade de interpretar um texto, abstra\u00e7\u00e3o, s\u00edntese de ideias), mas esse pressuposto assume que h\u00e1 uma habilidade dominante respons\u00e1vel pelo bom desempenho no teste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>independ\u00eancia local<\/strong> assume que, para uma dada habilidade, as respostas a diferentes itens da prova s\u00e3o independentes. Ou seja, um item n\u00e3o depende do outro para ser respondido. Estes dois pressupostos s\u00e3o axiomas e, portanto, n\u00e3o podem ser demonstrados logicamente, s\u00e3o apenas aceitos. Existem ferramentas matem\u00e1ticas que permitem analisar e verificar a unidimensionalidade e independ\u00eancia local de um item e falaremos mais sobre isso na parte II dessa publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desses pressupostos, podemos definir a TRI como um conjunto de ferramentas estat\u00edsticas que permitem relacionar a probabilidade de um aluno acertar um item com sua profici\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o as caracter\u00edsticas\/habilidades do item. Dentro dessa defini\u00e7\u00e3o podemos ter diferentes modelos de TRI e aqui vou falar dos mais comuns que s\u00e3o os modelos log\u00edsticos de 1, 2 ou 3 par\u00e2metros (esse \u00faltimo usado no ENEM e nas principais provas e testes que citei acima).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos 3 modelos o que a TRI fornece, a partir de uma complexa an\u00e1lise, \u00e9 uma curva, chamada Curva caracter\u00edstica do Item (CCI) para cada item\/quest\u00e3o. Essa curva representa a rela\u00e7\u00e3o entre a probabilidade P(\u03b8) de um indiv\u00edduo com habilidade \u03b8 acertar o item. Assim, um bom item tem uma curva similar a CCI representada abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-800 aligncenter\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cci_1.jpg\" alt=\"CCI_1\" width=\"429\" height=\"342\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Note que o formato em S implica que quanto maior a habilidade \u03b8 do indiv\u00edduo (valores de \u03b8 subindo para 2, 4 ou 6 em diante) a probabilidade de ele acertar o item se aproxima de 1 (100% de chance de acerto). Enquanto que quanto menor a habilidade \u03b8 do indiv\u00edduo (valores de \u03b8 descendo para \u2013 2, &#8211; 4 ou \u2013 6 em diante) a probabilidade do respondente acertar se aproxima de 0.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Modelo log\u00edstico de 1 par\u00e2metro:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste modelo, o \u00fanico par\u00e2metro usado para diferenciar os itens de um teste \u00e9 a dificuldade do item chamado de par\u00e2metro b. Dentro desse modelo, na CCI o par\u00e2metro de dificuldade \u00e9 o valor de habilidade \u03b8 que faz com que a probabilidade de acerto P(\u03b8) seja igual a 0,5 (ou seja 50%). Para exemplificar considere a figura a seguir com dois itens de um teste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-801 aligncenter\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cci_2.jpg\" alt=\"CCI_2\" width=\"414\" height=\"336\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observe que o item representado pela curva tracejada tem uma dificuldade menor que o item representado pela curva cont\u00ednua. Isso porque para o item da curva tracejada \u00e9 necess\u00e1rio uma habilidade menor (b1) para se ter 50% de probabilidade de acertar o item.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-802 alignleft\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tabela1.jpg\" alt=\"tabela1.jpg\" width=\"311\" height=\"136\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tabela ao lado apresenta uma classifica\u00e7\u00e3o comum da dificuldade de itens a partir dos valores do par\u00e2metro TRI b.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira coluna (% esperado) representa a porcentagem de quest\u00f5es da prova que devem ter aquele n\u00edvel de dificuldade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Modelo log\u00edstico de 2 par\u00e2metros:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste modelo, al\u00e9m do par\u00e2metro de dificuldade b (descrito acima) \u00e9 tamb\u00e9m usado o par\u00e2metro de discrimina\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d que determina a capacidade do item em diferenciar pessoas com diferentes habilidades. Na CCI este item representa a inclina\u00e7\u00e3o da curva \u201cS\u201d no momento da inflex\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-809 aligncenter\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cci_31.jpg\" alt=\"CCI_3\" width=\"343\" height=\"281\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este par\u00e2metro pode assumir qualquer valor em teoria, mas na pr\u00e1tica costuma ficar entre \u2013 4 e 4, sendo que valores negativos representam uma inclina\u00e7\u00e3o invertida, ou seja, os indiv\u00edduos com menor habilidade t\u00eam maior probabilidade de acertar o item do que indevidos com maior habilidade. Isso seria um indicativo de erro no gabarito ou quest\u00e3o mal formulada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-804 aligncenter\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cci_4.jpg\" alt=\"CCI_4\" width=\"403\" height=\"327\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-805 alignright\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/discrimina.jpg\" alt=\"discrimina\" width=\"251\" height=\"178\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisando a acima abaixo com 3 itens com mesma dificuldade (b = 0), vemos que o item 1 discrimina\/separa melhor indiv\u00edduos com mais ou menos habilidades do que o item 2 e 3, sendo o \u00faltimo o menos discriminativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tabela ao lado indica os principais valores para o par\u00e2metro a e sua capacidade discriminativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Modelo log\u00edstico de 3 par\u00e2metros:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o modelo mais completo, complexo e usado nos principais exames nacionais e internacionais que fazem uso da TRI. Nele, al\u00e9m dos dois par\u00e2metros citados anteriores (a e b), a an\u00e1lise conta com um terceiro par\u00e2metro \u201cc\u201d que avalia a probabilidade de o respondente acertar o item ao acaso, ou seja, sem ter a habilidade necess\u00e1ria. Em outras palavras, este item avalia a probabilidade de acerto por \u201cchute\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-808 aligncenter\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/cci_52.jpg\" alt=\"CCI_5\" width=\"379\" height=\"297\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisando a curva vemos que esse par\u00e2metro basicamente estima a probabilidade de acerto de algu\u00e9m com pouqu\u00edssima habilidade (\u03b8 muito negativo). Para um item com 5 alternativas (A, B, C, D e E) espera-se que o valor de \u201cc\u201d seja inferior a 0,2. Valores muito superior a 0,2 podem indicar elevado \u00edndice de acerto de pessoas com pouca habilidade, sugerindo que a op\u00e7\u00e3o correta desta est\u00e1 se diferenciando muito dos demais distratores, atraindo aten\u00e7\u00e3o dos estudantes com baixo desempenho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O post j\u00e1 est\u00e1 um pouco grande e por isso vou encerrando por aqui. Nessa publica\u00e7\u00e3o cobri basicamente o que \u00e9 a TRI e seus principais par\u00e2metros a partir da CCI. Na pr\u00f3xima semana pretendo falar um pouco sobre como \u00e9 gerada a CCI para um dado item\/quest\u00e3o, quais ferramentas podem ser utilizadas para isso e apresentar algumas quest\u00f5es para compara\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise. Como sempre espero ter ajudado e at\u00e9 a pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS:<br \/>\nDisserta\u00e7\u00e3o de Mestrado<span style=\"color: #000080;\"><strong><a style=\"color: #000080;\" href=\"http:\/\/www.locus.ufv.br\/handle\/123456789\/18404\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">: Teoria cl\u00e1ssica dos testes e teoria de resposta ao item aplicadas em uma avalia\u00e7\u00e3o de matem\u00e1tica b\u00e1sica \u2013 2018<\/a><\/strong><\/span><br \/>\nDisserta\u00e7\u00e3o de Mestrado<span style=\"color: #003366;\"><strong><a href=\"http:\/\/150.162.242.35\/handle\/123456789\/169527\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">:<span style=\"color: #003366;\">&nbsp;An\u00e1lise da dimensionalidade e modelagem multimensional pela TRI no antigo ENEM<\/span><\/a><\/strong><\/span><br \/>\nArtigo:<span style=\"color: #003366;\"><strong><a style=\"color: #003366;\" href=\"https:\/\/study.com\/academy\/lesson\/classical-test-theory-item-response-theory.html\">&nbsp;Classical Test Theory &amp; Item Response Theory<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal. 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