{"id":469,"date":"2018-04-17T22:20:47","date_gmt":"2018-04-18T01:20:47","guid":{"rendered":"http:\/\/educacaocientifica.com\/?p=464"},"modified":"2019-05-01T11:14:47","modified_gmt":"2019-05-01T14:14:47","slug":"neuroeducacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/educacaocientifica.com\/educacao\/neuroeducacao\/","title":{"rendered":"NEUROEDUCA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ol\u00e1 Pessoal. No \u00faltimo fim de semana eu participei de um evento chamado \u201c<a href=\"https:\/\/web.facebook.com\/events\/777769052423578\/?active_tab=about\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>I Jornada Cient\u00edfica Docente\u201d<\/strong><\/span><\/a> cujo foco era tratar do papel da Neuroci\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o. Estava bem entusiasmado com o evento e sua tem\u00e1tica, e minhas expectativas foram bem atendidas.<!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-465 alignright\" src=\"https:\/\/educacaocientificablog.files.wordpress.com\/2018\/04\/neuro.jpg\" alt=\"neuro\" width=\"252\" height=\"336\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O evento foi espetacular, com palestras sensacionais e muita, mas muita bibliografia interessante para consultar. Em fun\u00e7\u00e3o de tudo de muito novo que aprendi neste evento, resolvi escrever esta semana um pouco sobre a Neuroeduca\u00e7\u00e3o e como esse campo de estudo, ainda recente no Brasil, tem se colocado cada vez mais como elemento fundamental na forma\u00e7\u00e3o de todo educador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante frisar que meu contato com o assunto ainda \u00e9 bem inicial e, \u00e0 medida que for aprendendo e me aprofundando sobre, escreverei mais detalhadamente. Mas neste post a ideia \u00e9 apenas dar uma introdu\u00e7\u00e3o sobre o tema para quem, como eu, n\u00e3o conhecia muito sobre o assunto at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bom, antes de come\u00e7ar \u00e9 importante salientar que Neuroeduca\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que neuropedagogia. A neuropedagogia representa uma interse\u00e7\u00e3o entre a pedagogia e a neuroci\u00eancia para tentar compreender como o c\u00e9rebro aprende e como ele guarda este aprendizado. Para ler um pouco mais sobre neuropedagogia sugiro <a href=\"http:\/\/educaneuro.blogspot.com.br\/2010\/04\/o-que-e-neuropedagogia-e-qual-seu.html?m=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>este<\/strong> <\/span><\/a>e <a href=\"http:\/\/mlrproteano.com.br\/2017\/12\/04\/neuropedagogia-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><span style=\"color: #000080;\">este<\/span> <\/strong><\/a>link.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que ficou conhecido como Neuroeduca\u00e7\u00e3o na verdade n\u00e3o \u00e9 uma nova \u00e1rea do conhecimento, mas uma jun\u00e7\u00e3o\/interse\u00e7\u00e3o de tr\u00eas \u00e1reas: A Psicologia, a Pedagogia e a Neuroci\u00eancia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-468\" src=\"https:\/\/educacaocientificablog.files.wordpress.com\/2018\/04\/neuroeducac3a7c3a3o-figura.jpg\" alt=\"Neuroeduca\u00e7\u00e3o-figura\" width=\"784\" height=\"587\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim sendo, a Neuroeduca\u00e7\u00e3o se prop\u00f5e a compreender o processo de aprendizagem, analisando o indiv\u00edduo em um contexto amplo onde se avalia a efici\u00eancia das metodologias e ferramentas de ensino no processo de aprendizagem, o contexto psicol\u00f3gico e comportamental do aluno e os efeitos que todo o processo tem no funcionamento do sistema nervoso. Vamos explorar um pouco cada uma dessas frentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Neuroci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-469 alignleft\" src=\"https:\/\/educacaocientificablog.files.wordpress.com\/2018\/04\/download1.jpeg\" alt=\"download\" width=\"225\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudando o funcionamento do sistema nervoso se busca entender fisiologicamente o processo de aprendizado para compreender quais e como fatores internos e externos podem afetar o registro de informa\u00e7\u00e3o (aprendizagem). Por exemplo, existem estudos que buscam quantificar a influ\u00eancia que o desconforto f\u00edsico\/sensitivo como fome, frio e\/ou calor, bem como a taxa de nutri\u00e7\u00e3o\/desnutri\u00e7\u00e3o e at\u00e9 \u00edndices de consumo de a\u00e7\u00facar tem sobre o processo de aprendizado. Com isso, \u00e9 poss\u00edvel n\u00e3o s\u00f3 saber como as condi\u00e7\u00f5es de ambiente e alimenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o afetando o aprendizado do aluno, mas \u00a0tamb\u00e9m especificamente o quanto e em que tipos de processos mentais e, a partir disso, \u00e9 poss\u00edvel estruturar interven\u00e7\u00f5es mais bem direcionadas e eficientes. Outro exemplo interessante s\u00e3o os estudos que se dedicam a compreender um fen\u00f4meno conhecido como \u201cAnsiedade matem\u00e1tica\u201d que est\u00e1 relacionado a um medo real (fisiol\u00f3gico) de c\u00e1lculos num\u00e9ricos. <a href=\"https:\/\/medium.com\/@brunalanzillotta\/voc%C3%AA-j%C3%A1-ouviu-falar-de-ansiedade-matem%C3%A1tica-8fed77c8b0f8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>Aqui<\/strong> <\/span><\/a>tem um texto bem interessante sobre este assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Psicologia<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-470\" src=\"https:\/\/educacaocientificablog.files.wordpress.com\/2018\/04\/bsc-psychology.jpg\" alt=\"bsc-psychology\" width=\"1200\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao estudar a mente e o comportamento dos alunos, procura-se compreender seu contexto emocional e social de modo a entender como o pensamento, sentimentos e emo\u00e7\u00f5es podem estar afetando o processo de aprendizado. Um exemplo interessante que aprendi no evento foi sobre a influ\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es no aprendizado. Para isso vou definir bem superficialmente o que s\u00e3o<span style=\"color: #000080;\"> emo\u00e7\u00f5es e sentimentos.<\/span> Emo\u00e7\u00f5es, segundo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sbie.com.br\/blog\/qual-diferenca-entre-emocao-e-sentimento-na-psicologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>as defini\u00e7\u00f5es mais comuns,<\/strong><\/span><\/a> s\u00e3o respostas fisiol\u00f3gicas (sensa\u00e7\u00f5es) involunt\u00e1rias e universais que nosso organismo apresenta a partir de est\u00edmulos internos e\/ou externos. J\u00e1 sentimentos s\u00e3o as interpreta\u00e7\u00f5es subjetivas que fazemos a partir de uma ou mais emo\u00e7\u00f5es que sentimos a partir do nosso contexto. Assim, sentimentos e emo\u00e7\u00f5es est\u00e3o diretamente ligados de modo que emo\u00e7\u00f5es pode causar sentimentos e vice-versa. Por exemplo, um aluno que em alguma atividade pedag\u00f3gica avaliativa de F\u00edsica experimentou elevados n\u00edveis de estresse e desconforto (como medo de um desempenho ruim devido a elevada cobran\u00e7a pr\u00f3pria ou parental) pode desenvolver o sentimento (interpreta\u00e7\u00e3o subjetiva dessa emo\u00e7\u00e3o) de que F\u00edsica \u00e9 algo ruim, que lhe cause medo. A partir da\u00ed, frente a futuras atividades e avalia\u00e7\u00f5es da mesma disciplina o sentimento criado pode despertar e amplificar essas emo\u00e7\u00f5es (no caso, medo) de modo a paralisar o aluno independente do seu n\u00edvel de preparo. Neste caso, \u00e9 importante compreender como essa rela\u00e7\u00e3o foi constru\u00edda para tentar atuar de modo a desfaz\u00ea-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pedagogia<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-471 alignright\" src=\"https:\/\/educacaocientificablog.files.wordpress.com\/2018\/04\/20.jpg\" alt=\"20.jpg\" width=\"275\" height=\"277\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, tentando compreender as etapas de desenvolvimento cognitivo do indiv\u00edduo se busca construir metodologias e t\u00e9cnicas que promovam processo significativo de aprendizado. Como exemplo temos as metodologias ativas de ensino que j\u00e1 tratamos detalhadamente aqui com sua proposta de educar para autonomia (heutagogia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, as 3 \u00e1reas se combinam e complementam de modo a trabalhar as diferentes frentes onde se pode atuar para facilitar o processo de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento de cada indiv\u00edduo, compreendo o aprendizado como mudan\u00e7a de comportamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, a Neuroeduca\u00e7\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rea que se apresenta forte na educa\u00e7\u00e3o inclusiva, uma vez que ela avalia o sujeito para al\u00e9m do contexto escolar, percebendo o educando a partir da modifica\u00e7\u00e3o do seu comportamento, seja ele psicomotor, cognitivo ou comportamental. (Mais sobre<a href=\"https:\/\/meucerebro.com\/o-surgimento-da-neuroeducacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #000080;\"><strong> aqui<\/strong><\/span><\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora j\u00e1 esteja bem estabelecida no exterior h\u00e1 algum tempo (veja<a href=\"http:\/\/www.theneuroeducationinstitute.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #000080;\"><strong> aqui<\/strong><\/span><\/a>), a Neuroeduca\u00e7\u00e3o \u00e9 relativamente recente no Brasil, mas tem crescido cada vez mais com publica\u00e7\u00e3o de livros (<span style=\"color: #000080;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/neuroeducacao-e-acoes-pedagogicas-3869922.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Neuroeduca\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Pedag\u00f3gicas<\/a><\/strong><\/span>) e o surgimento de centros de pesquisa e uma revista especializada no tema (<span style=\"color: #000080;\"><a href=\"http:\/\/revistaneuroeducacao.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Revista NeuroEduca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>). Assim, acredito que a neuroeduca\u00e7\u00e3o veio para somar (e muito<\/span>) no desenvolvimento e evolu\u00e7\u00e3o do modo como vemos a educa\u00e7\u00e3o e o processo de ensino\/aprendizado e estou ansioso para aprender mais sobre o tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Futuramente pretendo escrever de modo mais espec\u00edfico sobre os trabalhos que vi na Jornada. De todo modo, espero ter conseguido dar uma boa introdu\u00e7\u00e3o e um apanhado geral sobre essa nova \u00e1rea que combina 3 grandes ci\u00eancias, buscando efici\u00eancia na ci\u00eancia de educar. Como sempre espero ter contribu\u00eddo e at\u00e9 a pr\u00f3xima semana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 Pessoal. No \u00faltimo fim de semana eu participei de um evento chamado \u201cI Jornada Cient\u00edfica Docente\u201d cujo foco era tratar do papel da Neuroci\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o. 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