{"id":4112,"date":"2019-09-30T18:17:00","date_gmt":"2019-09-30T21:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/?p=4112"},"modified":"2019-10-01T10:29:52","modified_gmt":"2019-10-01T13:29:52","slug":"onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/","title":{"rendered":"Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ok, espero sinceramente que essa seja uma das postagens mais complexas e viajadas que eu fiz, porque atualmente estou me sentindo como na tirinha abaixo:<\/p>\n<figure id=\"attachment_4288\" aria-describedby=\"caption-attachment-4288\" style=\"width: 342px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4288\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/FIGURA1-239x300.png\" alt=\"O que \u00e9 uma cor? O problema dos outros, espero.\" width=\"342\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/FIGURA1-239x300.png 239w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/FIGURA1.png 511w\" sizes=\"(max-width: 342px) 100vw, 342px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4288\" class=\"wp-caption-text\">O que \u00e9 uma cor? O problema dos outros, espero.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas vamos do come\u00e7o, lembrando da tia chata que te ensinou a fazer lamban\u00e7a na pr\u00e9-escola. Quais s\u00e3o as cores prim\u00e1rias e como obtemos cores diferentes? Obviamente que a resposta \u00e9 <span style=\"color: #ff0000;\">azul<span style=\"color: #000000;\">,<\/span><\/span>\u00a0<span style=\"color: #ffcc00;\">vermelho\u00a0 <\/span>e <span style=\"color: #0000ff;\">amarelo<\/span>. Misturando essas tr\u00eas cores eu consigo criar qualquer outra cor existente no universo!<\/p>\n<figure id=\"attachment_4289\" aria-describedby=\"caption-attachment-4289\" style=\"width: 275px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4289\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA-2-297x300.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"278\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA-2.jpg 297w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA-2-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4289\" class=\"wp-caption-text\">Roda de cores cl\u00e1ssica da tia do pr\u00e9<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ai voc\u00ea vai l\u00e1 todo empolgado com seus guaches e mistura <span style=\"color: #ffcc00;\">amarelo<\/span> e <span style=\"color: #0000ff;\">azul<\/span>: Uhuuu, <span style=\"color: #339966;\">verde<\/span>! Deu tudo certo e a vida \u00e9 bela! Agora deixa eu obter aquele roxo brilhante, quase p\u00farpura bonito. Misturo vermelho, um pouquinho de amarelo pra dar brilho e azul. Evidentemente vai dar certo. Resultado:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4290 alignleft\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA3.jpg\" alt=\"\" width=\"146\" height=\"146\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA3.jpg 150w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA3-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 146px) 100vw, 146px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Misturando cada vez mais cores voc\u00ea s\u00f3 piora a situa\u00e7\u00e3o e obt\u00eam um tom cada vez mais da cor de sua alma. Ok a ideia da tia estava errada (como a maioria das escolhas de sua vida). Usando guache <span style=\"color: #ffcc00;\">amarelo<\/span> <span style=\"color: #339966;\">verde<\/span> e <span style=\"color: #0000ff;\">azul<\/span> somente voc\u00ea <strong>n\u00e3o<\/strong>\u00a0consegue todas as cores do espectro vis\u00edvel. Principalmente usando guache de baixa qualidade. O motivo disso vem do que a tia do ensino <strong>m\u00e9dio<\/strong> te explicou. Existem misturas\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>aditivas<\/strong> <\/span>e misturas\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>subtrativas<\/strong><\/span>. O guache vermelho tem essa cor porque ele\u00a0<strong>absorve<\/strong> todas as cores que s\u00e3o emitidas contra ele e\u00a0<strong>reflete<\/strong> somente a cor vermelha. O azul absorve todas cores mas reflete o azul. Quando voc\u00ea mistura as duas tintas, voc\u00ea n\u00e3o vai ter algo que reflita azul+vermelho. Voc\u00ea tem uma pasta que absorve quase tudo, incluindo azul\u00a0<strong>E<\/strong> vermelho. Maaaaas, uma fra\u00e7\u00e3ozinha do vermelho e azul ainda escapam, e a combina\u00e7\u00e3o das duas cores te lembra um roxo cagado. Agora, se voc\u00ea ainda por cima misturar o amarelo, ai sim todas as cores v\u00e3o ser absorvidas, te restando uma pasta horr\u00edvel com cor cada vez mais escura. As &#8220;cores&#8221; poss\u00edveis no caso da mistura subtrativa seriam semelhantes ao caso abaixo:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4291 alignright\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA4-300x286.gif\" alt=\"\" width=\"205\" height=\"196\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o processo\u00a0<strong>aditivo<\/strong> \u00e9 diferente. Esse \u00e9 o caso cl\u00e1ssico de voc\u00ea pintar uma de cada cor num disco e gira-lo muito r\u00e1pido, fazendo o disco parecer branco. Ou o caso do retroprojetor que emite 3 feixes de luz de cores diferentes na parede e voc\u00ea percebe como branco. Em ambos os casos, as cores s\u00e3o todas refletidas juntas, e quando todas chegam em seu olho, a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 do branco.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4292\" aria-describedby=\"caption-attachment-4292\" style=\"width: 392px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4292\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA5-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA5-300x225.jpg 300w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA5.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4292\" class=\"wp-caption-text\">Cores b\u00e1sicas, azul vermelho e amar\u2026 verde?<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora sim, fechou ent\u00e3o. Posso fazer todas as cores do universo projetando as cores vermelho azul e amarelo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas pera, o retroprojetor usa \u00e9 vermelho azul e\u00a0<strong>verde<\/strong>! Na verdade todo equipamento eletr\u00f4nico segue o padr\u00e3o RGB (Red-Green-Blue). Como eles podem criar todas as cores usando uma cor teoricamente secund\u00e1ria, o verde? N\u00e3o somente isso, mas para piorar a coisa toda, impressoras usam ainda um terceiro sistema, o CYMK (cyan, yellow, magenta, key). Nesse caso elas imprimem somente as cores ciano, magenta, amarelo e preto. E ainda assim ambos esses sistemas conseguem reproduzir facilmente todas as cores do espectro. A tia do pr\u00e9 estava errada novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o \u00e9 muito mais profunda e complexa na verdade, e existem <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Color_model\">comiss\u00f5es internacionais<\/a> e \u00e1reas de pesquisa inteiras dedicadas somente a isso. A pr\u00f3pria ideia de 3 cores prim\u00e1rias \u00e9 um conceito simplificado que vem de s\u00e9culos atr\u00e1s. Sim, dado um meio espec\u00edfico (como aquarela, ou guache, ou tinta de impressora) voc\u00ea pode definir <b>arbitrariamente<\/b>, 3, ou 4 ou 7 cores que voc\u00ea considere prim\u00e1rias e a partir delas criar novas cores com combina\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m nenhuma dessas cores \u00e9 inerentemente mais &#8220;fundamental&#8221; do que as outras, e a combina\u00e7\u00e3o de cores primarias depender\u00e1 muito da subst\u00e2ncia usada para &#8220;pintar&#8221;. No caso de impressoras, \u00e9 mais efetivo combinar ciano, amarelo, magenta e preto. Para pinturas a \u00f3leo o esquema cl\u00e1ssico de amarelo azul e vermelho funcionou bem por um tempo (principalmente devido \u00e0s diversas limita\u00e7\u00f5es envolvendo obten\u00e7\u00e3o de tintas a \u00f3leo variadas). Mas n\u00e3o existem somente umas poucas cores fundamentais, afinal cores s\u00e3o somente frequ\u00eancias de vibra\u00e7\u00e3o da luz, oscila\u00e7\u00f5es como na corda de um viol\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com sua professora de f\u00edsica da faculdade, na verdade as cores que percebemos vem do que nossos olhos interpretam das frequ\u00eancias de luz diferentes. Do mesmo modo que as notas que ouvimos s\u00e3o interpreta\u00e7\u00f5es de nosso c\u00e9rebro de vibra\u00e7\u00f5es do ar em frequ\u00eancias diferentes. O vermelho possui uma frequ\u00eancia bem definida, assim como o ciano ou o verde-lim\u00e3o, e nenhuma dessas cores \u00e9 a &#8220;mistura&#8221; da outra na verdade. Por isso temos o espectro de cores, mostrando cada cor de acordo com sua frequ\u00eancia. O espectro possui somente\u00a0 uma dimens\u00e3o, ele \u00e9 a varia\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da frequ\u00eancia da luz.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4293\" aria-describedby=\"caption-attachment-4293\" style=\"width: 547px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4293\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA6-300x55.png\" alt=\"\" width=\"547\" height=\"100\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA6-300x55.png 300w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA6-685x125.png 685w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA6.png 723w\" sizes=\"(max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4293\" class=\"wp-caption-text\">Espectro de cores vis\u00edveis, os n\u00fameros indicam o comprimento de onda m\u00e1ximo e m\u00ednimo da luz.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do mesmo jeito que a corda de Sol de um viol\u00e3o vibra com uma frequ\u00eancia muito espec\u00edfica (247 Hertz, ou seja 247 vezes por segundo), que n\u00f3s interpretamos como a nota familiar, o que chamamos de vermelho \u00e9 uma vibra\u00e7\u00e3o da luz (do campo eletromagn\u00e9tico) com uma frequ\u00eancia bem definida de 400 \u2013 484 Terra-Hertz (400.000.000.000.000 oscila\u00e7\u00f5es por segundo). Como a frequ\u00eancia \u00e9 um n\u00famero escalar (ou seja, ele possui somente uma dimens\u00e3o, aumenta ou diminui linearmente), podemos obter todas as cores simplesmente variando a frequ\u00eancia da luz continuamente, come\u00e7ando no vermelho (400 Tera-Hertz) e subindo at\u00e9 o violeta (668 Tera-Hertz). Cada tinta emite a luz numa frequ\u00eancia espec\u00edfica, e se combinamos duas tintas de cores diferentes elas emitiram duas frequ\u00eancias diferentes, que nosso c\u00e9rebro ir\u00e1 interpretar como a frequ\u00eancia m\u00e9dia entre elas.\u00a0 D\u00e1 at\u00e9 para conferir no espectro acima, se eu pego o azul\u00a0 e misturo com o amarelo, a frequ\u00eancia entre elas \u00e9 o verde, como o esperado! Fechou, temos <strong>tudo<\/strong> explicado e bonitinho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4294 alignright\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA7-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA7-300x300.jpg 300w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA7-150x150.jpg 150w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA7-100x100.jpg 100w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/FIGURA7.jpg 576w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tio prof. de pintura da disciplina de extens\u00e3o na universidade at\u00e9 entende isso, e para facilitar sua vida te ensina a desenhar com mistura de cores a roda crom\u00e1tica, que \u00e9 o diagrama linear do espectro de cores, mas desenhado como um c\u00edrculo (note que a cor n\u00e3o muda se tra\u00e7amos uma linha reta do centro at\u00e9 a borda do c\u00edrculo. Apesar de ele ter duas dimens\u00f5es efetivamente (\u00e9 um plano), o c\u00edrculo abaixo tem as mesmas cores que a escala linear do espectro de cores acima. Foco nisso, o diagrama \u00e9 lin<strong>ear!<\/strong> A varia\u00e7\u00e3o ocorre somente ao percorrermos o circulo no sentido do &#8220;giro&#8221; (ou seja, somente ao mudarmos o \u00e2ngulo). Variando a coordenada do raio a cor n\u00e3o muda:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ok, entendemos as cores. O espectro linear vai do violeta at\u00e9 o vermelho e cont\u00e9m todas as cores que enxergamos, das simples \u00e0s complexas, como o azul, verde-lim\u00e3o, Roxo, ciano, marrom, cinza, rosa&#8230;. Pera&#8230; Rosa&#8230; cinza&#8230; preto&#8230;\u00a0 marrom&#8230;<br \/>\n<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-1681 \" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/nazareconfusa.jpg\" alt=\"nazareconfusa\" width=\"539\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/nazareconfusa.jpg 640w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/nazareconfusa-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 539px) 100vw, 539px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ahhhh INFERNO! Como assim at\u00e9 o espectro de cores est\u00e1 errado?! <strong>Cade<\/strong> o rosa choque, o azul petr\u00f3leo\/azul da Pr\u00fassia, marrom, todas as tonalidades de cinzam etc etc???<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, mesmo o diagrama de cores ensinado a n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>n\u00e3o<\/strong> cont\u00e9m todas as cores, e \u00e9 somente uma super simplifica\u00e7\u00e3o da quantidade absurda de cores que nossos olhos conseguem perceber. Apesar de que o espectro <strong>cont\u00e9m<\/strong> todas as <strong>frequ\u00eancias<\/strong> de cores que o olho humano pode perceber, ele n\u00e3o mostra todas as <strong>cores<\/strong>. Sim, sua vida \u00e9 uma mentira. O que nosso c\u00e9rebro percebe como cor <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">n\u00e3o \u00e9<\/span>\u00a0<\/strong>somente a frequ\u00eancia da luz emitida, mas um complexo padr\u00e3o entrela\u00e7ado de diversas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de explicar tais caracter\u00edsticas, talvez seja melhor usarmos uma analogia muito simples para vermos como uma caracter\u00edstica f\u00edsica (a frequ\u00eancia) n\u00e3o \u00e9 capaz de determinar totalmente a percep\u00e7\u00e3o subjetiva de nosso c\u00e9rebro. Pegue um viol\u00e3o e toque a nota D\u00f3, agora pegue seu piano de cauda e toque o mesmo D\u00f3 (que tem exatamente a mesma frequ\u00eancia). Toque o mesmo D\u00f3 no seu saxofone e depois desenterre do s\u00f3t\u00e3o sua c\u00edtara e toque o mesmo D\u00f3. Todos eles ter\u00e3o a mesma frequ\u00eancia, mas soar\u00e3o visivelmente diferentes. Isso porque o\u00a0<strong>timbre<\/strong> dos instrumentos s\u00e3o diferentes. Para as pessoas que n\u00e3o possuem (por motivos inimagin\u00e1veis) todos os instrumentos citados acima, o v\u00eddeo abaixo mostra a mesma nota em diversos instrumentos, a partir do momento 0:25.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"685\" height=\"385\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VRAXK4QKJ1Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No v\u00eddeo voc\u00ea pode notar que as cores representam a intensidade de cada frequ\u00eancia (e cada frequ\u00eancia fica em um ponto do eixo vertical), e de fato todos os instrumentos tem como frequ\u00eancia dominante a mesma nota (a cor mais intensa e cheia no ponto vertical mais baixo). Por\u00e9m cada instrumento ter\u00e1 uma sequencia super complexa e intrincada de frequ\u00eancias secund\u00e1rias sendo tocadas junto da prim\u00e1ria. Mas n\u00e3o somente isso, se voc\u00ea notar alguns instrumentos ir\u00e3o modular temporalmente a intensidade das frequ\u00eancias conforme o tempo passa, ou variar de maneiras particulares o volume de todas as frequ\u00eancias ao mesmo tempo. Essa quantidade absurda de par\u00e2metros e varia\u00e7\u00f5es que ir\u00e1 dar o timbre espec\u00edfico de um instrumento, mesmo que a nota tocada seja a mesma. E o timbre \u00e9 s\u00f3 uma de dezenas de caracter\u00edsticas diferentes que a mesma nota pode assumir. Converse com qualquer maestro de um coral e ele poder\u00e1 notar a diferen\u00e7a entre duas pessoas entoando a mesma nota, n\u00e3o somente quanto a diferen\u00e7a de timbre, mas quanto a &#8220;brilho&#8221; da voz, &#8220;proje\u00e7\u00e3o&#8221;, imposta\u00e7\u00e3o, etc. De forma\u00a0<strong>muito<\/strong> id\u00eantica, algu\u00e9m que trabalhe com arte pode visualizar facilmente caracter\u00edsticas de uma pintura, ou mesmo de uma cor, que passariam desapercebidas por meros mortais, desde a &#8220;temperatura&#8221; at\u00e9 opacidade, reflexividade, etc etc. Na postagem sobre <a href=\"https:\/\/njordscorner.wordpress.com\/2015\/09\/17\/sobre-percepcoes-ou-o-que-aprendi-sobre-sinestesia\/\">sinestesia<\/a> falamos tamb\u00e9m um pouco sobre isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do mesmo modo, o que n\u00f3s percebemos como cores \u00e9 um complexo emaranhado de diversas caracter\u00edsticas misturas de frequ\u00eancias de luz. O espectro linear cont\u00e9m todas as frequ\u00eancias poss\u00edveis, por\u00e9m quando vemos um rosa-choque, ou um cinza chumbo, o que chega ao nosso olho \u00e9 uma mistura de diversas frequ\u00eancias que possuir\u00e3o uma frequ\u00eancia dominante usualmente associada aquela cor, mas uma dezena de outras frequ\u00eancias e intensidades que juntas formar\u00e3o nossa percep\u00e7\u00e3o da cor, que \u00e9 muito mais complexa do que uma escala linear (de uma dimens\u00e3o) onde todas as cores s\u00e3o facilmente agrup\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ok, alerta de postagem muito gigante. Na pr\u00f3xima semana vou fazer a parte dois dessa postagem ,onde vamos explicar a parte mais complexa (e interessante) de diagramas de cores. J\u00e1 vimos que n\u00e3o se pode colocar todas as cores percebidas em uma linha unidimensional. De fato artistas usam duas dimens\u00f5es para &#8220;classificar&#8221; as cores, como no c\u00edrculo abaixo onde, al\u00e9m da varia\u00e7\u00e3o angular das cores, temos agora uma varia\u00e7\u00e3o radial, com as cores mais claras ficando perto do centro do c\u00edrculo. Mas esse modelo ainda n\u00e3o cont\u00e9m todas as cores, e veremos que uma descri\u00e7\u00e3o minimamente geral necessitar\u00e1 de pelo menos uma dimens\u00e3o a mais, e que na verdade uma boa descri\u00e7\u00e3o pode envolver formas de at\u00e9 4 dimens\u00f5es!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1601  aligncenter\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/27328410-color-circle-light-dark-twelve-basic-colors-in-a-circle-graduated-from-the-brightest-to-the-darkest-stock-vector.jpg\" alt=\"305 Farbkreis_01-eine-Ebene\" width=\"511\" height=\"511\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/27328410-color-circle-light-dark-twelve-basic-colors-in-a-circle-graduated-from-the-brightest-to-the-darkest-stock-vector.jpg 1300w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/27328410-color-circle-light-dark-twelve-basic-colors-in-a-circle-graduated-from-the-brightest-to-the-darkest-stock-vector-150x150.jpg 150w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/27328410-color-circle-light-dark-twelve-basic-colors-in-a-circle-graduated-from-the-brightest-to-the-darkest-stock-vector-300x300.jpg 300w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/27328410-color-circle-light-dark-twelve-basic-colors-in-a-circle-graduated-from-the-brightest-to-the-darkest-stock-vector-768x768.jpg 768w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/27328410-color-circle-light-dark-twelve-basic-colors-in-a-circle-graduated-from-the-brightest-to-the-darkest-stock-vector-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/27328410-color-circle-light-dark-twelve-basic-colors-in-a-circle-graduated-from-the-brightest-to-the-darkest-stock-vector-685x685.jpg 685w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/27328410-color-circle-light-dark-twelve-basic-colors-in-a-circle-graduated-from-the-brightest-to-the-darkest-stock-vector-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 511px) 100vw, 511px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagem bonus, um (dos v\u00e1rios) Gamut multi dimensionais utilizados para se descrever uma fra\u00e7\u00e3o das cores percebidas pelo olho humano:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1603 size-full\" src=\"http:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cielab_color_space_top_view.png\" alt=\"CIELAB_color_space_top_view\" width=\"621\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cielab_color_space_top_view.png 621w, https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cielab_color_space_top_view-300x289.png 300w\" sizes=\"(max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ok, espero sinceramente que essa seja uma das postagens mais complexas e viajadas que eu fiz, porque atualmente estou me sentindo como na tirinha abaixo:<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1603,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3,6],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.0 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas - Cient\u00edfica<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas - Cient\u00edfica\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Ok, espero sinceramente que essa seja uma das postagens mais complexas e viajadas que eu fiz, porque atualmente estou me sentindo como na tirinha abaixo:\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Cient\u00edfica\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-09-30T21:17:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2019-10-01T13:29:52+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cielab_color_space_top_view.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"621\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"599\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Alex Dias e Marco Ant\u00f4nio\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Alex Dias e Marco Ant\u00f4nio\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/\",\"url\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/\",\"name\":\"Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas - Cient\u00edfica\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#website\"},\"datePublished\":\"2019-09-30T21:17:00+00:00\",\"dateModified\":\"2019-10-01T13:29:52+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#\/schema\/person\/e17dfe3dab5597a56e9a1cd4ed1a4734\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#website\",\"url\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/\",\"name\":\"Cient\u00edfica\",\"description\":\"Porque a ci\u00eancia \u00e9 encantadora\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#\/schema\/person\/e17dfe3dab5597a56e9a1cd4ed1a4734\",\"name\":\"Alex Dias e Marco Ant\u00f4nio\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e88213183f2b3350417a907e51e8aa6a?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e88213183f2b3350417a907e51e8aa6a?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Alex Dias e Marco Ant\u00f4nio\"},\"url\":\"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/author\/alex-dias-e-marco-antonio\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas - Cient\u00edfica","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas - Cient\u00edfica","og_description":"Ok, espero sinceramente que essa seja uma das postagens mais complexas e viajadas que eu fiz, porque atualmente estou me sentindo como na tirinha abaixo:","og_url":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/","og_site_name":"Cient\u00edfica","article_published_time":"2019-09-30T21:17:00+00:00","article_modified_time":"2019-10-01T13:29:52+00:00","og_image":[{"width":621,"height":599,"url":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cielab_color_space_top_view.png","type":"image\/png"}],"author":"Alex Dias e Marco Ant\u00f4nio","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Alex Dias e Marco Ant\u00f4nio","Est. tempo de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/","url":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/","name":"Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas - Cient\u00edfica","isPartOf":{"@id":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#website"},"datePublished":"2019-09-30T21:17:00+00:00","dateModified":"2019-10-01T13:29:52+00:00","author":{"@id":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#\/schema\/person\/e17dfe3dab5597a56e9a1cd4ed1a4734"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/onde-fica-o-cinza-na-escala-de-cores-entendendo-melhor-as-cores-dimensoes-superiores-a-3-e-limitacoes-humanas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Onde fica o cinza na escala de cores? Entendendo melhor as cores, dimens\u00f5es superiores a 3 e limita\u00e7\u00f5es humanas"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#website","url":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/","name":"Cient\u00edfica","description":"Porque a ci\u00eancia \u00e9 encantadora","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#\/schema\/person\/e17dfe3dab5597a56e9a1cd4ed1a4734","name":"Alex Dias e Marco Ant\u00f4nio","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e88213183f2b3350417a907e51e8aa6a?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e88213183f2b3350417a907e51e8aa6a?s=96&d=mm&r=g","caption":"Alex Dias e Marco Ant\u00f4nio"},"url":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/author\/alex-dias-e-marco-antonio\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4112"}],"collection":[{"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4112"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4112\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4307,"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4112\/revisions\/4307"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/educacaocientifica.com\/cientifica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}