VIDEOAULAS #1: A IMPORTÂNCIA DA VIDEOAULA

Olá, pessoal. Esta semana o blog volta do recesso de final de ano e assim como eu, espero que todos tenha descansado bem as ideias. Sei que ainda estamos no recesso escolar e meio das férias de janeiro (inclusive as minhas), mas muitos colegas, como eu, gostam de separar alguns momentos desse período menos atordoado de tarefas para colocar a leitura em dia, aprender alguma coisa nova e se preparar para o ano letivo que começo logo ali em fevereiro/março. Pensando nisso preparei algumas publicações para esse mês que são mais voltadas para capacitação e ferramentação docente e a primeira delas é para falar sobre videoaulas.

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Videoaulas estão longe de ser uma novidade e tem sido essencial para a grande ampliação dos cursos EaD (Educação à Distância) nos últimos anos. Porém, o recurso da videoaula vai muito além das plataformas de cursos à distância. Muitos professores e colégios fazem uso desse recurso, seja de produção própria ou de terceiros, para oferecer aos alunos material complementar de estudos seja para casa ou em sala inserido na aula presencial.

Nesse contexto, alunos tendem a preferir e ficar mais engajados quando reconhecem o professor que está no vídeo (visualmente ou em “voice over”). Isso porque ao perceber que é o mesmo professor da sala que está na videoaula o aluno tem a sensação de continuidade e de material personalizado, o que promove engajamento emocional e, por consequência, cognitivo. Por isso, muitos professores têm se interessado em produzir conteúdo em vídeo para usar em sala e muitos colégios tem incentivado tal prática. Pensando nisso, resolvi escrever aqui e nos próximos textos algumas dicas e sugestões de uso da videoaula, bem como ferramentas, recursos, cursos e tutoriais que possam auxiliar quem deseja se aventurar nessa empreitada. Assim, para começar, vamos falar do uso da videoaula.

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Introdução de Conteúdo – Sala de Aula Invertida

Alguns conteúdos e assuntos demanda uma introdução para contextualizar ou ilustrar melhor as ideias. Muitas vezes pode ser um texto, uma matéria de jornal, um filme e assim por diante. Neste caso, porque não usar uma videoaula para introduzir este assunto. Pode ser um vídeo curto (de uns 4-6 minutos) que pode ser assistido em sala ou como tarefa de casa para a próxima aula. Aqui o professor pode usar recursos visuais diversos ou simplesmente contar uma história para a câmera de modo cativante e didático. Pode parecer simples, mas tem um efeito espetacular com os alunos.

Esse tipo de material pode ser ainda utilizado em uma metodologia ativa que já falamos por aqui que é a sala de aula invertida, onde o aluno tem contato com a explicação em casa, através de uma videoaula ou outro material de apoio e usa o tempo de aula presencial para aplicação do que aprendeu (seja através de exercícios ou de uma discussão mediada pelo professor).

De qualquer forma, a única restrição que se recomenda nesse tipo de uso é na duração do vídeo, uma vez que vídeos muito longos podem acabar tendo o efeito inverso e desestimulando o aluno, sem falar que quanto maior o vídeo, mais complexa é a produção/edição.

Extensão de conteúdo I – Ampliação do tema

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Muitas vezes, nos mais diversos assuntos, temos de limitar o conteúdo trabalhado por uma questão de tempo. Fazemos o recorte necessário de acordo com a ementa do que lecionamos e as necessidades do aluno e do contexto onde nos inserimos, mas em muitos conteúdos, fica uma vontade de expandir para aprimorar mais o entendimento e a compreensão ampla do assunto, tanto por parte do professor quanto de alguns alunos.

Assim, as videoaulas podem servir como material complementar para expandir as ideias e aprofundar o assunto. E podem ser acessadas de modo livre e voluntário por aqueles que desejarem se aprofundar mais, ou podem compor créditos extras para alunos que desejam melhorar suas notas e/ou recuperá-las.

Extensão de conteúdo II – Conteúdos Extras

A premissa deste item é a mesma do anterior, mas com outro foco. Muitos concursos pelo país possuem aprofundamento diferenciado em determinados temas e até conteúdos que não são, comumente trabalhados no nível médio. Os vestibulares militares como ITA e IME são um exemplo disso. Assim, através das videoaulas o professor pode lecionar esses conteúdos com a abordagem necessária ficando livre para cada aluno que tiver como objetivo estes concursos, a consulta.

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Correção de Exercícios

Seja com listas de exercícios ou mesmo com testes presenciais, muitas vezes professores tem de dedicar tempo de aula com a resolução de problemas. Porém, algumas vezes não é possível cobrir todos os problemas de uma lista ou teste sem comprometer parte do tempo dedicado à cobertura de conteúdo.

Neste caso, gravar videoaulas apenas das resoluções dos problemas é uma excelente solução. A videoaula funciona como um gabarito comentado e explicado que o aluno pode consultar diversas vezes e discutir com os colegas em estudos coletivos. Por fim, isso deixa inclusive os atendimentos extraclasse mais dinâmicos, onde as dúvidas passam a ser mais focadas e elaboradas, otimizando o uso desse tempo também.

Atividade diversificada

Algumas metodologias ativas como Rotação por estações ou Aprendizagem Baseada em Problema (PBL) demandam uso de recursos multimídia e conteúdo diversificado. Nestes casos, a videoaula autoral é uma excelente “carta na manga” para enriquecer a atividade, seja para apresentar um problema disparador, ou para explicar um conteúdo/conceito em uma estação.

Outra aplicação é na construção de um glossário didático na forma de vídeo, muito útil em atividades gamificadas que demandam definições rápidas e pontuais de conceitos e ideias.

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Material de Estudo Autônomo

Por fim, muitos alunos já usam videoaulas disponíveis em plataformas pagas ou grátis como YouTube para seu momento de estudo individual. Seja para tirar dúvida, ou para ter um novo contato com o assunto tratado em sala, este é um recurso cada vez mais popular entre os alunos.

E se eles puderem acessar tal conteúdo produzido pelo próprio professor, a adesão dos alunos cresce de modo considerável melhorando o desempenho dos alunos e ajudando no desenvolvimento de sua autonomia acadêmica.

Bom, acredito que com essas sugestões tenha ficado claro como videoaulas são um recurso versátil e poderoso para a prática docente. E, melhor ainda, um recurso reaproveitável, de modo que otimiza o uso do tempo, uma vez que produzida a aula, ela pode ser utilizada diversas vezes.

Como última sugestão, gostaria de recomendar aqui a primeira publicação que fiz nesse blog. Foi uma resenha de uma tese de doutorado cuja tema era justamente como produzir videoaulas mais eficientes para promover aprendizado significativo. A tese foi feita por um físico e, portanto, foca no ensino de física, mas o autor acabou usando o que desenvolveu na pesquisa para criar um canal de divulgação científica no YouTube que hoje é um dos canais mais populares do segmento no mundo e muito do que ele desenvolveu serve para diversas áreas além da Física. O post se chama “Ensinando a partir do Erro”.

Como sempre espero ter contribuído e até semana que vem.

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